Toronto

15 horas em Toronto

Se você, assim como nós, tem pouco tempo para conhecer Toronto, esse é um guia bacana. Fizemos um vôo meio maluco para Dubai, com escala em Toronto. Chegamos bem cedinho pela manhã na cidade e nosso vôo para seguir viagem era no fim do dia. Decidimos dar uma volta para conhecer alguns pontos turísticos, já que nunca estivemos no Canadá anteriormente.

A primeira coisa que você deve saber é que no inverno é frio, mas frio, muito mais frio que isso. A segunda coisa é sair do aeroporto para o centro sem ser de taxi e gastando quase nada. Bom, primeiramente você vai querer deixar sua bagagem extra no aeroporto para andar mais leve. Existe no terceiro andar do Terminal 1, uma loja de malas Samsonite fica perto da área de embarque. Bem simples. Gastamos C$10 para deixar duas malas pequenas lá o dia inteiro.

Para sair do aeroporto, basta descer até o primeiro andar e procurar pelo ponto de ônibus onde o ônibus 192 – Airport Rocket para. Ele conecta o aeroporto, tanto terminal 1 e 3, ao metro. Nessa hora é importante ter o dinheiro trocado (C$3.25) pois não tem cobrador e o motorista não da troco. Não importa se você da apenas 25 cents a mais ou C$20 a mais. Você não recebe troco. Ele te leva até a Kipling Station, ali você desce e pega o metro (sem custo extra, o transporte de ônibus e metro aqui é compartilhado). É bem simples usar o metro no Canadá. Você estará no inicio da linha verde do metro, então não tem erro, pegue o primeiro trem que encontrar.

Tickets do ônibus 192

Tickets do ônibus 192

Ônibus 192 - com espaço para por as malas

Ônibus 192 – com espaço para por as malas

Linhas de metrô em Toronto

Linhas de metrô em Toronto

Como a nossa primeira parada era na CN Tower, nosso destino era Union Station. Para chegar lá, ao pegar o metro na Kipling, pare na estação St. George, que é compartilhada pelas linhas verde e amarela. Aqui, troque de metro pela linha amarela sentido Finch (novamente sem custo extra para trocar de metro). Parando na Union é comum ficar um pouco perdido e zonzo com tanta gente, mas pegue a primeira saída que encontrar. A Union Station é uma das estações mais movimentadas de toda América do Norte. Muitos dizem ser até mais movimentada que o próprio aeroporto de Toronto. Enfim, saímos dali e olhamos pro céu. Já da pra ver a CN Tower (dependendo de onde você estiver, claro).

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CN Tower

CN Tower

ATENÇÃO ESSE ROTEIRO É PARA PESSOAS QUE GOSTAM DE ANDAR, ASSIM COMO NÓS. Fomos até a CN Tower, ela que era a detentora do título de maior estrutura do mundo até 2007 (perdeu o título para o Burj Khalifa em 2007 quando ele ficou pronto). O bacana é que o local não é só um ponto turístico e cartão postal da cidade, lá funciona também uma torre de comunicação. Para quem tiver um pouco mais de tempo (e dinheiro) pode subir e ver a cidade toda de cima em 360 graus. O valor da brincadeira é de C$32 para ir até o Glass Floor & Sky Terrace, mas pra quem quer subir até o topo, com mais C$12 você tem direito a subir até o SkyPod.

Bem ao lado da CN Tower fica o Ripley’s Aquarium (o aquário da cidade). Lugar bem bacana também, pra quem não quer andar muito pela cidade é uma ótima opção. Não era nosso caso, seguimos direto para Simcoe St. para ver as construções bacanas como Roy Thomson Hall. Passando o Royal Alexandra Theatre entramos a direta e seguimos ao norte na University St. (dando uma paradinha na Tim Hortons para um café com doughnuts). Andamos até o Queen`s Park onde fica o Ontario Legislative Building, que como o próprio nome já diz é o  prédio do legislativo de Ontário. Entramos um pouco para esquentar os pés e as mãos mas logo saímos. Se você, como a gente, não for entrar para conhecer o prédio, vale a pena ficar entrar ao menos no hall de entrada para ver a bela decoração interna do local.

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Ontario Legislative Building

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Ao redor do Queen`s Park fica a Universidade de Toronto. Ela é ENORME e tem vários campus. Vale a pena olhar em volta para perceber o tamanho. Depois disso era hora de continuar a jornada. Ainda seguindo na direção norte, ao final da University Street, você encontra a Bloor Street. Ali existem diversos museus. Vire a esqueda, o museu mais bacana está logo ali, o Royal Ontario Museum. Ele tem um design bem diferentão e moderno. Ele sempre tem uma atração bacana para mostrar (nem que seja ele mesmo, já é o suficiente). Novamente, se não for ver uma exposição, vale a pena entrar no hall para conhecer como é.

Royal Ontario Museum

Royal Ontario Museum

Seguimos na Bloor St. até a Spadina Ave. onde viramos a direita sentido a Casa Loma. A caminhada é um pouco longa, mas vale muito! As casas aqui são um charme só. Deu até vontade de morar ali. No final da rua fica fácil achar Casa Loma, basta subir as escadas no final da rua. Lá de cima consegue-se uma vista bem legal da cidade (ok, não é uma CN Tower, mas é bacana). Na nossa opinião a “Casa” deveria se chamar “Castelo”, porque é enorme, e realmente se parece mais com um castelo do que uma casa. Ela é hoje a maior residência privada do Canadá e custou (em valores atuais) C$20 milhoes. O engraçado é que os donos originais da casa, que a construíram, moraram lá por apenas dez anos, já que na grande depressão enfrentaram dificuldades financeiras e  tiveram que abandonar a casa. Depois disso o local funcionou como hotel de luxo e até boate. O custo para conhecer a casa (que foi totalmente restaurada – e ainda passa por restauros diariamente) é de C$24 por pessoa (adulto).

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Vista da escadaria da Casa Loma

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Casa Loma

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Casa Loma

Saindo dali, voltamos pelo caminho que fizemos, pela Spadina Avenue. No encontro dela com a Dupont St. existe um metro. Pegamos esse. A estação leva o nome da rua (Dupont Station) e seguimos até a Union Station novamente. Mas dessa vez paramos ali para comer. A estação conta com diversas opções de comida. É coisa que não acaba mais, comida chinesa, comida japonesa, comida italiana, comida comida. Tudo. Tem pra todos os gostos lá. Ai foi o fim da nossa visita por Toronto.

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DICA IMPORTANTE: A gente ficou se batendo um pouco para comprar os tickets diretamente na estação de metro. É uma coisa meio maluca lá. Se você não tem o cartão do metro como os locais, você tem duas opções: uma é colocar o dinheiro trocadinho já (C$3,25) numa caixinha do lado do moço do atendimento (que nem confere o valor, já que ele está para o lado de dentro e a caixinha para o lado de fora); a outra opção é comprar direto na maquina de ticket. Essa foi difícil (mais pamonhisse na verdade). Ao colocar o dinheiro na máquina ela te da apenas uma moedinha. Pensávamos que era pra ser o troco ou algo assim. No fim das contas descobrimos que a pequena moedinha era o ticket em si. Não dê uma de turista turistando como a gente.

Para voltar ao aeroporto basta fazer o caminho inverso. Metro da Union Station até a St. George, troca de linha, pega a linha verde sentido Kipling e para na própria Kipling. Ali basta esperar o  ônibus 192 e parar no terminal que sai seu vôo. Novamente, não precisa pagar a mais ao entrar no ônibus, já está incluso no custo do metro.

Gostamos bastante de Toronto. Nos passou uma imagem de ser um lugar muito seguro, as pessoas são muito respeitosas e simpáticas. Pena que tivemos pouco tempo para conhecer. Gostaríamos de ter tido mais tempo, tem muitas outras coisas bacanas pra ver e conhecer. Quem sabe um dia… Toronto com certeza está na nossa lista de “Lugares que temos que voltar um dia”.